domingo, 23 de março de 2014

Educação Escolar Pessoa com Surdez



Educação Escolar da Pessoa com Surdez – Resumo


Maria de Fátima dos Santos da Silva


                  No texto A Educação Escolar de Pessoas com Surdez – Atendimento Educacional Especializado em Construção – a autora Mirlene Ferreira Macedo Damázio com Josimário de Paulo Ferreira, faz uma importante reflexão sobre a Educação Escolar da Pessoa com Surdez, mostrando aspectos relevantes da necessidade de se romper com o embate entre os gestualistas e os oralistas; valorizando o pensamento pós-moderno para uma transformação dessa educação, centrada no desenvolvimento da Pessoa com Surdez e, a partir dos estímulos de diferentes processos (perceptivos, linguísticos e cognitivos) para o desenvolvimento biopsicossocial, cognitivo e cultural. Onde o Atendimento Educacional Especializado dá novas possibilidades de aprendizagem para a Pessoa com Surdez com o ensino de Libras, em Libras e em Língua Portuguesa – Línguas de comunicação e construção.
                  Segundo a ideia do texto “enquanto as discussões ficam centradas na aceitação de uma língua ou de outra, as pessoas com surdez não têm o seu potencial individual e coletivo desenvolvido, ficam secundarizadas e descontextualizadas das relações sociais das quais fazem parte, sendo relegadas a uma condição excludente ou a uma minoria.”
                  Os autores retratam ainda, que “uma nova política de Educação Especial na perspectiva inclusiva, principalmente para pessoas com surdez, tem se tornado promissora no ambiente escolar e nas práticas sociais/institucionais. Porém, por mais que as políticas estejam já definidas, muitas questões e desafios ainda estão para ser discutidos, muitas propostas, principalmente no espaço escolar, precisam ser revistas e algumas tomadas de posição e bases epistemológicas precisam ficar mais claras, para que, realmente, as práticas de ensino e aprendizagem na escola comum pública e também privada apresentem caminhos consistentes e produtivos para a educação de pessoas com surdez.”
                  Neste contexto de entendimento a ideia é “interpretar a pessoa com surdez, à luz do pensamento pós-moderno, como ser humano descentrado, por acreditar no corpo biológico, não em sua parte com a deficiência, mas nas outras, que dão à pessoa potencialidade; além de considerar que esse ser não é no todo surdo, mas há uma parte com surdez, que neurobiologicamente, o limita, mas que, em contrapartida, o possibilita e potencializa ao desenvolvimento dos processos neurossensorial-perceptivos.”
                  Portanto, para os autores “é necessário discutir que, mais do que uma língua, as pessoas com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento e exercitem a capacidade perceptivo-cognitiva.”
                  Pois “o ambiente em que a pessoa com surdez está inserida, em especial, o da escola comum, uma vez que não lhe oferece condições para que se estabeleçam mediações simbólicas com o meio físico e social, não exercita ou provoca a capacidade representativa dessas pessoas, consequentemente, compromete o desenvolvimento do pensamento, da linguagem e da produção de sentidos.”
                  Conclui-se então no pensamento de Damázio e Ferreira que “o fracasso do processo educativo das pessoas com surdez é um problema da qualidade das práticas pedagógicas e não um problema somente focado nessa ou naquela língua, ou mesmo numa diferença cultural, envolvendo outra cultura, uma comunidade com identidades surdas próprias.” E “em segundo lugar, o foco deve ser a transformação da escola e das suas práticas pedagógicas excludentes em inclusivas, pois ccompreendemos o homem como um ser dialógico, transformacional, inconcluso, reflexivo, síntese de múltiplas determinações num conjunto de relações sociais, com capacidade de idealizar e de criar.”



Referências

BUENO, José Geraldo S. Diversidade, deficiência e educação. Revista Espaço. Rio de Janeiro: INES. nº 12, p. 3-12, julho-dezembro, 1999.
_______. Educação inclusiva e escolarização dos surdos. Revista Integração. Brasília: MEC. nº 23, p. 37-42, Ano 13, 2001.

BRASIL. Língua Brasileira de Sinais/organizado por Lucinda F. B. et. al. Brasília: MEC/SEESP, 1997. V.III. – (série Atualidades Pedagógicas, n.4)

­­­­BAKHTIN, M. (V.). Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo: Hucitec, 1986.

­­­­DAMÁZIO.Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar de Pessoa com Surdez: uma proposta inclusiva. Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 2005. 117 p. Tese de Doutorado.
_________.Mirlene Ferreira Macedo. Educação Escolar Inclusiva das Pessoas com Surdez na Escola Comum: Questões Polêmicas e Avanços Contemporâneos. In: II Seminário Educação Inclusiva: Direito à Diversidade, 2005, Brasília. Anais... Brasília: MEC, SEESP, 2005.  p.108 - 121.   

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.

MARTINS, Maria H. O que é leitura? São Paulo: Brasiliense, 1982.

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo. 3 ed. Lisboa: Stória, 2001.

PIERUCCI, Antonio Flávio. Ciladas da Diferença. São Paulo: Editora 34, 1999.


domingo, 20 de outubro de 2013

JOGO PARA O DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM DO ALUNO COM DI

 
Jogo da memória

            Para Vygotsky "o jogo da criança não é uma recordação simples do vivido, é transformação criadora das impressões para a formação de uma nova realidade..." Considerando a mensagem do autor, percebe-se que no espaço escolar o jogo pode ser um veiculo para o desenvolvimento social, emocional e intelectual.
                 Dessa forma, para sugestão de jogo como atividade de aprendizagem indico o jogo da memória.
                 Regras do jogo:

                 Esse jogo consiste em espalhar sobre a mesa diversos pares de figuras embaralhadas.
                 No primeiro momento, o jogador irá observar onde estão as figuras que formam pares.
                Em seguida vira cada peça do jogo escondendo a imagem, mas sem trocá-la de lugar ou posição.
                 O próximo passo é jogar: ir levantando de duas em duas peças.
                 Se encontrar o par retira-se o par e forma ponto.
              Se não encontrar o par na jogada devolve-se as peças no mesmo lugar e na mesma posição; e passa a vez para o segundo jogador.
                 Obs: quando o jogador formar par e fizer ponto ele continua jogando.
                 No final vence quem formou mais pares.

                 Esse jogo é muito importante para trabalhar os seguintes aspectos da aprendizagem: 
                 Localização espacial;
                 Respeito as regras de ordem e vez de jogar;
                 Estabelece estratégias de memorização;
                 Favorece a percepção de semelhança entre figuras;
                 Organiza a aprendizagem de posição e sequência;
                 Quantifica os pares formados e pontuação;
                 Trabalha limites para a vida em grupo;
                 E estimula a cooperação e competição positiva.

Recurso Utilizado na SRM - TA

 
Teclado de Colméia

            “Tecnologia assistiva são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades diárias por pessoas com deficiência. Procuram aumentar as capacidades funcionais e assim promover a independência e a autonomia de quem as utiliza”. (MELO, 2007, p. 94)
          Compreende-se diante do conceito, que a Tecnologia Assistiva disponibiliza um conjunto de recursos tecnologicos desenvolvidos para dar suporte e atender de diferentes formas as pessoas que apresentam diversos tipos de deficiências.
            Assim, ao aluno com DF, que pode fazer uso desses equipamentos no sentido de eliminar as barreiras da acessibilidade que impedem seu desenvolvimento na vida escolar, social e no meio familiar.
           Dentre os diferentes recursos da TA encontra-se o teclado de colméia que possibilita aos alunos com comprometimento motor (com espasmos nas mãos) a fazer uso do computador e digitar letras, escrever palavras e construir textos.
             Exemplo: com o teclado comum esses alunos que tem espasmos musculares, no momento de digitar a letra, poderá tocar outras teclas vindo a atrapalhar sua digitação; já com o uso do teclado de colméia, que é posto sobre o teclado comum, isso não irá acontecer pois nele há uma cavidade no local de cada tecla separando uma das outras. Assim, ao digitar o aluno irá introduzir o dedo nessa cavidade sem correr o risco de esbarrar nas outras teclas.
         Portanto, a TA, é um apoio e um recurso que elimina barreiras da acessibilidade, possibilitando a participação de todos na vida escolar sem prejuízos no desenvolvimento do potencial que cada pessoa tem.
 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

AEE Fechamento Fátima




               No desenvolvimento de um trabalho colaborativo o professor do AEE tem grande importância no processo de inclusão da escola. Visto que articula conhecimentos e práticas inclusivas para garantir a participação de todos os alunos, no desenvolvimento das atividades escolares, por meio de mecanismos voltados para a eliminação de barreiras que impedem o desenvolvimento.
               Dessa forma, na Sala Multifuncional o trabalho do professor do AEE, visa complementar ou suplementar, a formação do aluno com conhecimentos e recursos específicos, que venham a desenvolver a autonomia do aluno na sala de aula comum do Ensino Regular.
               Portanto, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, considerando as necessidades especificas do aluno objetivando sua plena participação na vida escolar.
               Dentro desse processo de atendimento o professor realiza ainda, o Estudo de Caso, que deve ser realizado antes da elaboração do Plano de Atendimento, pois pressupõe o conhecimento de causa que envolve a necessidade do aluno – o conhecimento da realidade para o entendimento da necessidade.
               Nessa sistemática, o Estudo de Caso percorre quatro etapas: proposição do caso; análise e clarificação do problema; estudo e identificação do problema e solução do problema; onde há o detalhamento da situação, possibilitando ao professor do AEE desenvolver um melhor atendimento para a autonomia do aluno na escola e na vida social.
               Na continuidade, o professor do AEE constrói um Plano de Atendimento que é baseado em estratégias e conteúdos específicos a cada necessidade, utilizando recursos diferenciados para atender cada aluno em suas particularidades de forma individual ou em pequenos grupos, se suas necessidades forem comuns a todos.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Atendimento Educacional Especializado



Ao proceder com as pesquisas na internet sobre Atendimento Educacional Especializado, encontrei este texto: ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE). Durante a leitura me encantou a forma simples mais eficaz, como o tema é tratado, dando suporte para o conhecimento do trabalho realizado nas Salas de Recursos Multifuncionais. Além da parte explicativa, traz relatos de experiências de professores do AEE, na realização desse trabalho em diversas escolas; de como acontece o AEE no dia a dia da SRM; e dos resultados obtidos; como também,  a forma de interação e articulação do professor do AEE com os demais profissionais da escola, para que aconteça a evolução na aprendizagem dos alunos com necessidades especiais.